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ANOS NOVENTA

Até hoje não sei por que eu fui me inspirar num cartaz (do Juan Parilla) da guerra civil espanhola pra fazer uma capa de Hip House... (Só o texto das músicas é aplicado. O resto (inclusive o Logo) foi feito no aerógrafo.)


1993- Cinco capas de LPs criadas pelo grande amigo Walter Vasconcelos (Misture e Dance, Verão Internacional, Verão Nacional, Natal e Samba). Ele fez a marcação a nanquim, me deixou na cara do gol e eu mandei tinta no aerógrafo! Golaço!...

Capa feita com aerógrafo e máscara líquida Winsor & Newton espalhada com escova de dentes na peneira.
1996- Um dos meus últimos trabalhos com aerógrafo. "Só Bala" era uma gíria que significava "só coisa boa" (não sei se ainda está valendo). O diretor de arte queria que a capa tivesse a imagem de uma bala estilhaçando o vidro de uma janela...Para evitar apologia das armas, optei pelo bom e velho Homem-Bala...

FUNK BRASIL

Durante anos as gravadoras de discos tiveram produtores de plantão pra indicar o som que o povo das pistas de dança dos suburbios queria ouvir e faziam coletâneas com os maiores sucessos. Fiz dezenas de capas pra esses discos. Essas cinco já são da fase dos CDs independentes lançados por equipes de som.




ÍCONES (ao CUBO)

Picasso, Chuck Berry, Dali, Lampião, Pato Donald e Chaplin.
Estudo feito após primeiro contato com a arte digital (1997)

MAIS ANOS NOVENTA...


Para a revista Interview sobre um cara que barbarizava as noites...

No início dos anos 90 fui convidado pelo Felipe Taborda pra fazer uma ilustração do Prince para a revista da NET. Eu não tinha nenhum disco do Prince e não conhecia ninguém que tivesse uma única foto do Prince...Naquela época não havia Google Images... Fiz de cabeça.

Bette Davis para a revista da NET.

Imagem do James Brown que foi recusada para ilustrar uma capa de LP de Greatest Hits do cantor. Preferiram uma foto P&B. (fora de foco...)

MAIS ANOS OITENTA...

1987- Ao mesmo tempo em que eu fazia ilustrações para capas de coletâneas de Black Music, Dance Music e outros tipos de Music, fiz essa do Luiz Gonzaga, feita com lápis de cor sobre papel kraft. A tarja com as músicas foi nanquim raspado sobre guache branco em cartão para simular uma xilogravura e depois aplicada no fotolito.


1985- O produtor desse LP me sugeriu que, pra fugir da mesmice das capas de equipes de som, eu desenhasse um surfista(!!!) em cima de um disco. Eu disse que estava a fim de desenhar um astronauta(!!!). Ele achou ótimo e pediu pra misturar as duas idéias. Deu nisso... Lembro que, na época, eu senti o maior orgulho desse trabalho.


1985- Sem tempo pra achar referências fotográficas, tive que inventar uma vista aérea de Nova York. Lembro que eu usei papel cartão recortado em curvas para traçar as linhas dos prédios em perspectiva. O logotipo poderia ser bem melhor...

1985- O Stress é considerada a primeira banda de Heavy Metal a gravar um LP no Brasil. Como o nome do disco era Flor Atômica" fiz uma explosão nuclear no meio do Pará, estado de origem da banda. A ironia é que os raios foram literalmente roubados de uma capa do The Cars, banda da New Wave, nada a ver com Heavy Metal. Não gosto desse trabalho hoje e nem mesmo na época em que fiz. Nem gosto de Heavy Metal, mas, como diz o ditado, alguém tinha que faze-lo...

ANOS OITENTA...

No meio dos anos 80, o Roberto Menescal me encomendou vários retratos para uma série de LPs de artistas da PolyGram. Eu, que sempre fui péssimo em anatomia, tive que projetar e traçar direto no papel alguns slides que haviam no arquivo fotográfico da gravadora.





Retrato da cantora Marina Lima baseado em foto de Arthur Fróes para calendário de 1987 editado por Ricardo Leite da Pós-Imagem.
: Aerógrafo com tinta de caneta Parker Quink sobre cartão Schoeller:

OS ANOS SETENTA...


Em 1978, a jornalista Ana Maria Bahiana, ao ver minhas vinhetas no Jornal de Música, me indicou para a cineasta Tania Quaresma para ilustrar um cartaz de cinema! Foi meu primeiro trabalho "sério". O filme era o "Trindade", com a participação de 12 músicos. Imaginei uma imagem circular como o Zodíaco e, como não dominava as tintas, fiz o cartaz todo a lápis e nanquim. Demorei um mês.



No final dos anos 70, um amigo que trabalhava em uma fábrica de placas de automóveis no Méier me pediu para criar uma mini-placa para carrinhos de bebês. Minha idéia era "Mamãe, não corra!" que achei muito sugestiva para um carrinho de bebê, mas o cara que prensava as placas não pensou da mesma maneira e prensou logo umas 500 placas com "Papai não corra"... (Nos anos 60 era comum alguns motoristas fixarem uma plaquinha imantada no painel do carro com a inscrição "Papai, não corra!" junto com o retrato do filho, daí o cara da prensa achar que EU que é que estava enganado).


Em 1976, meu amigo Marcelo me apresentou ao organizador de uns bailes do subúrbio do Rio que me pediu pra criar um cartaz. Até hoje não entendo por que aqueles bailes em Vila Valqueire e Madureira se chamavam "Ipanema DiscoDance".....


Em 1973, aos 17 anos fiz uns "bicos" como desenhista de silk-screen. Um amigo que tinha uma estamparia em Parada de Lucas (a grife se chamava "Lucas' Stop") me encomendava desenhos a nanquim em papel vegetal. Queria que eu copiasse os desenhos do Crumb que saíam na revista "O Grilo", mas quando tentei "publicar" o desenho acima, ele achou muito pesado para o ambiente hippie da época...